O que é o teste ortostático de VFC e vale a pena?

O teste ortostático é uma checagem matinal de 4 minutos: 2 minutos na posição deitada ou sentada, sem se mexer, e depois 2 minutos em pé, com a frequência cardíaca e o RMSSD registrados nas duas posições. Ele acrescenta a resposta do corpo ao ficar em pé a uma medição de repouso simples. Vale a pena tentar se você treina forte ou quer mais de um número, desde que o faça do mesmo modo todos os dias.

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Pontos principais

  • O teste dura 4 minutos: 2 minutos na posição deitada ou sentada, sem se mexer, e depois 2 minutos em pé, em geral com uma cinta peitoral.
  • Ele registra a frequência cardíaca e o RMSSD em repouso, o pico de frequência cardíaca logo depois de ficar em pé, e a frequência cardíaca e o RMSSD enquanto se está em pé.
  • Ficar em pé alivia o freio vagal e pisa no acelerador; por isso a frequência cardíaca sobe e o RMSSD cai em todas as pessoas, e o teste acompanha como essa resposta muda em você.
  • A Polar compara cada teste com a sua própria faixa assim que você tem quatro testes em 28 dias.
  • Como qualquer medição de VFC, só funciona se for feito do mesmo jeito e no mesmo horário toda manhã.

O teste ortostático Teste ortostático Um teste matinal curto: deite-se ou sente-se sem se mexer por 2 minutos e depois fique em pé por 2 minutos, registrando a frequência cardíaca e a VFC nas duas posições para ver como o corpo reage ao ficar em pé. Mais sobre Teste ortostático de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é uma checagem matinal de 4 minutos: você passa 2 minutos na posição deitada ou sentada, sem se mexer, depois 2 minutos em pé, e uma cinta peitoral registra a frequência cardíaca e o RMSSD RMSSD Raiz quadrada da média dos quadrados das diferenças sucessivas: medida de VFC calculada a partir de quanto cada intervalo entre batimentos difere do seguinte, em milissegundos. Reflete principalmente a atividade vagal. Mais sobre RMSSD nas duas posições. Vale a pena se você treina forte ou quer mais de um número por dia, mas só se conseguir fazer do mesmo jeito todas as manhãs.

O que acontece quando você se levanta

“Ortostático” quer dizer em posição ereta. Quando você fica em pé, o sangue se acumula nas pernas e a pressão arterial cai por um instante. O reflexo da pressão responde em poucos segundos: alivia o freio vagal e pisa no acelerador para que o sangue continue chegando à cabeça. Quigley e colaboradores (2024) descrevem o resultado como menor atividade vagal Tônus vagal A influência contínua do nervo vago sobre o coração, que o desacelera. Costuma ser estimada a partir de medidas de VFC, como o RMSSD e a potência HF. Mais sobre Tônus vagal e maior atividade simpática em pé, com diferenças ainda maiores em comparação com a posição deitada. Por isso, a frequência cardíaca sobe e o RMSSD cai em todas as pessoas.

Experimente as três posições no modelo abaixo. A direção é a mesma para todas as pessoas; os tamanhos são os de um modelo didático.

Freio e acelerador

Um modelo didático, não uma medição

Frequência cardíaca
60 bpm
RMSSD
58 ms

Definido pelos controles deslizantes abaixo

Deitado. O coração não precisa trabalhar contra a gravidade. O freio aperta ao máximo, a frequência cardíaca é a mais baixa e os intervalos entre batimentos variam ao máximo.

Os controles deslizantes e as predefinições funcionam quando o JavaScript está ativado.

Mais freio: um coração mais lento e intervalos entre batimentos que variam mais. Mais acelerador: um coração mais rápido e intervalos mais regulares. A VFC em repouso mostra sobretudo o quanto o freio está apertado.

Um coração bate na frequência definida por dois controles deslizantes, um para o freio vagal (parassimpático) e outro para o acelerador (simpático). Uma faixa de batimentos e uma linha do intervalo antes de cada batimento mostram o quanto o ritmo é regular. Aumentar o freio desacelera o coração e faz os intervalos variarem mais, e por isso o RMSSD sobe. Aumentar o acelerador acelera o coração e deixa os intervalos mais regulares, e por isso o RMSSD cai. Botões ajustam os controles para as posições deitada, sentada e em pé, cada uma com uma explicação curta: ficar em pé afrouxa o freio e aperta o acelerador.

Como o teste funciona

A versão da Polar é típica. Você usa uma cinta peitoral e faz o teste toda manhã, depois de acordar e antes do café da manhã, no mesmo horário e na mesma posição, sem falar nem se mexer. Ele mostra cinco números:

NúmeroO que é
HR rest Frequência cardíaca média RR médio O tempo médio entre os batimentos em um registro, em milissegundos. A frequência cardíaca é o mesmo valor invertido: 60.000 dividido pelo RR médio. Mais sobre RR médio nos primeiros 2 minutos, na posição deitada ou sentada
RMSSD restVFC nos primeiros 2 minutos
HR peakA frequência cardíaca mais alta logo depois de você ficar em pé
HR standFrequência cardíaca média em pé
RMSSD standVFC em pé

Depois de dois testes em 28 dias, a Polar compara você com valores normativos da população. Depois de quatro ou mais, ela compara o seu resultado mais recente com a sua própria faixa habitual das últimas quatro semanas, e conta apenas o primeiro teste bem-sucedido de cada dia.

O que ele pode mostrar

A metade em repouso é uma medição matinal comum. A metade em pé acrescenta um desafio pequeno e repetível. Em um estudo finlandês com 99 funcionários, as pessoas que relataram mais sintomas de estresse tiveram VFC mais baixa em um teste curto, na posição deitada e depois em pé, feito logo depois de acordar, enquanto a VFC noturna delas não foi diferente (Hynynen e colaboradores, 2011). Assim, um teste matinal com mudança de postura pode captar algo que os dados da noite não mostram.

As evidências são mais escassas do que para as medições de repouso simples, e não existe uma regra consensual sobre qual mudança nos números em pé tem importância. Trate o teste como mais uma informação sobre a sua tendência, não como um veredito.

Vale a pena fazer o teste?

Combina com você seDeixe de lado se
Você já faz uma medição matinal com cinta peitoralVocê só usa um anel ou relógio durante a noite
Você treina forte e quer um sinal precoce de como lida com a cargaManter 4 minutos sem se mexer toda manhã é difícil para você
Você consegue fazer no mesmo horário e do mesmo jeito todos os diasAs suas manhãs variam muito

As regras de uma boa medição continuam valendo: esvazie a bexiga, não tome café antes, não fale e use sempre a mesma posição (Laborde e colaboradores, 2017). Veja Como fazer uma boa medição da VFC.

Quando conversar com um médico

Um aumento da frequência cardíaca ao ficar em pé é normal. Converse com um médico se ficar em pé costuma causar tontura ou desmaio, se o coração disparar e continuar acelerado depois de você ficar em pé, ou se você tiver palpitações ou dor no peito. A VFC não serve para diagnosticar condições como a síndrome da taquicardia postural; veja A VFC consegue acompanhar a COVID longa ou a POTS?

Perguntas frequentes

Posso fazer o teste com um relógio ou um anel?

O teste integrado da Polar exige uma cinta peitoral. Alguns aplicativos permitem fazer uma medição primeiro na posição deitada e depois em pé com outros sensores, mas os sensores ópticos são menos precisos durante o movimento de se levantar; por isso a cinta peitoral dá valores com menos erros.

A minha frequência cardíaca dispara quando fico em pé. Isso é um problema?

Um aumento ao ficar em pé é normal. Converse com um médico se ficar em pé costuma causar tontura, desmaio ou falta de ar, ou se a frequência cardíaca continuar muito alta depois de você se levantar. Um teste de VFC não serve para diagnosticar uma condição como a POTS.

Devo substituir a minha medição matinal por ele?

Pode, se fizer o teste todos os dias. A parte na posição deitada funciona como a sua medição de repouso. Não alterne entre uma medição simples e o teste ortostático em dias diferentes, porque os valores não serão comparáveis.

Fontes

  1. Orthostatic Test with Grit X Pro/Street X/Vantage V2 Polar Support
  2. Publication guidelines for human heart rate and heart rate variability studies in psychophysiology—Part 1: Physiological underpinnings and foundations of measurement Psychophysiology, 2024
  3. The incidence of stress symptoms and heart rate variability during sleep and orthostatic test European Journal of Applied Physiology, 2011
  4. Heart rate variability and cardiac vagal tone in psychophysiological research: recommendations for experiment planning, data analysis, and data reporting Frontiers in Psychology, 2017